CARMEN SP
SELVA DE PEDRA
São Paulo 05 de Fevereiro de 2010
Acordei assustada, ouvindo gritos da Juliana, parece que mais uma vez ela e Matheus se desentenderam.
Abri a porta estava preocupada será que dessa vez foi apenas uma discussão. Ela estava aos prantos e no que pude observar
pra mim foi apenas mais uma discussão e pra ela mais um rompante de seu relacionamento conturbado,ou como ela costumava intitular
uma paixão intensa e inexplicável. Tentei me aproximar ela se levantou e com um gesto de fúria bateu a porta do quarto.
Eram 11:00 e nesse horário provavelmente eu estaria começando a sonhar, ainda mais depois de uma noite tão longa como a de ontem,
achei que o dia de hoje seria apenas pra descansar, na verdade não achei que seria, fato é que gostaria que fosse, mas nunca é assim e depois de tanto tempo ainda não me acostumei fico sempre esperando que as coisas aconteçam como nos meus sonhos mais ingênuos.
Moro com a Juliana no centro da cidade a 3 anos,em uma quitinete, copa sala e uma quarto que acabamos transformando em dois e apenas um banheiro sim é pequena mas quando a alugamos chegamos a pensar que era o paraíso estamos bem localizadas moro a 30 minutos do meu trabalho, trabalho como hostess a 2 anos e me divido entre 2 casa noturnas durante a semana ,a Juliana esta desempregada já alguns meses não faz evento nenhum. Ela tem 30 anos e pelo menos 10 anos de experiência na noite, ela também já foi hostess alias ela que me ensinou tudo i sobre a noite de São Paulo.
Vim do interior Biritiba Mirim sai de la quando me formei no ensino médio, e como muitos achei que aqui teria mais oportunidades de estudo e trabalho. Me lembro do dia em que me despedi da minha mãe disse a ela que eu iria melhorar de vida, e quando ela me perguntou o que eu faria quando chegasse aqui me dei conta de que eu não sabia ao certo o que queria,e então respondi.
-Quando eu chegar vou desfazer minhas malas, me ajeitar pra dormir e escrever uma carta pra Senhora.
Sai de Biritiba com 20 anos para morar com meu pai, ela já morava na cidade a 15nos e fazia pelo menos 2 anos que eu não o via. Nos falávamos por telefone, e foi através
de uma de nossas conversas que pedi a ele pra me levar pra cidade, ele conseguiu uma vaga no supermercado pra mim através de uma vizinha Dona Sandra, o filho dela Emerson era operador de caixa e me garantiu a vaga, até hoje me pergunto como. Ele não me conhecia quando cheguei fui direto ao RH pediram alguns documentos por sorte tinha todos eles na mochila, la mesmo fizeram a as cópias e me disseram que eu começaria dali 2 dias já que teria ainda exame médico, eu estava tão surpresa com tudo aquilo que nem ao menos prestei a tenção para o valor de salário e coisas do tipo, pra mim parecia que minha vida já tinha se transformado quando cheguei na cidade. Meu pai estava ansioso do lado de fora me esperando. E logo veio até mim com uma enxurrada de perguntas.
-Então como foi? Fizeram muitas perguntas? E o teste foi difícil? Você acha que vai dar certo? Vão te ligar Quando?
-Pai estou contratada, carteira assinada e tudo.
-Ai meu Deus, que bom,vamos pra casa temos que agradecer a irmã Sandra.
Nunca me acostumei com essa história de irmã Sandra afinal de contas ela nem era minha tia, mas meu pai era evangélico e Dona Sandra também
mas naquele dia ela me parecia um anjo eu meu pai estávamos tão felizes que os títulos ou aforma como eles se dirigiam um ao outro pouco me importava.
Parece que hoje é um desses dias de nostalgia, ainda que eu não queira preferia estar dormindo mas o sono já foi embora, trabalhando na noite depois de um certo tempo sono é o que menos se tem. A lembranças parece que me despertaram ainda mais.
Naquela mesma noite fiz como havia prometido a minha mãe desfiz a malas me deitei sobre a cama e lhe escrevi uma carta.
E o que me lembro da carta que mesmo expressando minha saudade sei que tinha a deixado pra trás e isso me feria com sentimento de culpa.
Ela nunca respondeu minhas cartas. E logo fui deixando de escrever deixando de ligar. Mas o fato de poder cumpri como realmente havia lhe prometido me fez sentir como se eu tivesse o controle, como se eu pudesse sonhar e realizar no simples ato de querer.
Hoje quando acordei vi que não é assim, na verdade já estou acordada para essa realidade a algum tempo, deixei de acreditar muito antes do que gostaria.
Parece um dia tranquilo na selva, o céu esta limpo, não me parece que vai chover, talvez eu deveria aproveitá-lo.
Acho que não la fora já tem mais tanta novidade pra mim. Fechei a porta do quarto liguei o som e tentei sonhar novamente. Minha tentativa foi em vão, já que para minha agonia o celular chamava sem parar, e por mais que eu relutasse em atendê-lo a chamadas eram consecutivas. Olhando para o identificador vi que se tratava do Rick, então retornei a ligação.
- Oi Rick, sou eu a Carmem, vi suas ligações, aconteceu alguma coisa?
- Oi Carmem, aconteceu sim, graças a Deus você atendeu.
- Preciso da lista dos clientes de ontem. É urgente, você não levou pra casa?
Senti que ele estava nervoso tenso, alem de que parecia que a casa ainda estava funcionando era por volta de 13:00 e as vozes que ouvi pelo celular parecia de pessoas que não estavam se divertindo.
- Rick o que aconteceu, porque esse barulho todo?
- A lista Carmem preciso da lista.
- A lista esta na sua sala dentro da pasta preta, mas me diz o que houve?
- Um assassinato Carmem, e ao que me parece a vitima era uma de nossas clientes da noite anterior, me desculpe mas agora não posso continuar a conversar, nos falamos depois.
- Mas Rick, eu....
Ele desligou.Depois disso sei que não conseguiria mais nem se quer tentar dormir, precisava saber oque eu estava acontecendo,me levantei e me sentei na cama, tentei assimilar o que tinha escutado, mas não tinha mito o que entender, como , quem, aonde,eram ainda essas e muitas outras perguntas,o que me deixava mais aflita e me impedia de tentar entender alguma coisa.
Fui até o quarto da Juliana,ela estava aparentemente dormindo,mas e quando se tratava da Juliana as aparências realmente enganavam, me aproximei, o frasco de calmante estava próximo a cama, mais uma vez la se dopou de remédios, esse é fator que não me preocupava ele não faz o gênero suicida, ela sempre faz a mesma coisa, briga se arrepende não consegue digerir o assunto e assim como eu tem dificuldades para dormir, então toma sua dose de calmantes e apaga, agora ela só acordaria já perto de anoitecer. Não vale a pena acordá-la o que vou dizer, não sei de nada, ela também não tem as respostas.
Fui pra sala no intuito de ligar a TV, esperando ver se tinha alguma noticia,passei por algumas canais, mas parece que nesse horário só se fala de futebol, e a não ser que a vitima fosse alguma atleta eu não encontraria informações, pelo menos não naquele momento.
Fui até meu quarto peguei o celular, olhando os nomes na agenda buscava por alguém que pudesse me trazer informações, dentre os possíveis estava Angélica uma das sócias, provavelmente ela já saberia de alguma coisa, mesmo ela não estando na casa na noite anterior, mas certamente a essa altura o Rick já recorreu a ela, mas sei que ela não tenderia minhas ligações, ela não faz o tipo amiga dos funcionários. Tinha também o Marlon, ele era o bar-man da casa, sempre sai de la tarde, talvez ainda estivesse por la, não pensei duas vezes liguei, pra ele.
- Oi Marlon,sou eu...
- A Carrmem eu sei, achei mesmo que me ligaria, já te ligaram né?
- Sim o Rick me ligou mas, não entendi bem o que houve?
- Ninguém sabe ao certo,tem um cadáver a menos de 50 metros daqui, é de uma mulher, ela estava com a pulseira de camarote da casa, estão tentando identificar, e o Rick como sempre não sabe o que fazer.
- Marlon! Eu nem sei o que dizer, um assassinato, não esperava por isso.
- Ninguém esperava,porque não vem pra cá, vão tentar te interrogar com certeza
- Não sei se devo, nem sei se eu quero, se quiserem me interrogar, eles que me procurem.
- Calma, talvez nem precise, só falei por falar.
- Eu sei mas é que não tenho sangue frio como você.
- Mas deveria essas coisas acontecem, relaxa passo ai mais tarde assim que as coisas se acalmarem por aqui. Beijo
- Beijo, até mais tarde.
Sim o Marlon era o cara mais sangue frio que eu conheço, acredito que nada mais possa o abalar nessa vida, segundo ele já viu de um tudo, assassinato suicídio acidentes dentre outras fatalidades. Ele trabalha na noite a mais de 15 anos, e conta pra gente cada história, não de se admirar que ele não tenha se chocado com esse caso. Mas apesar dessa característica ele é cara incrível, bonito atraente e simpático, faz a alegria da mulherada na noite, e pra amim um amigo, me deu muito apoio quando comecei, e me apoia até hoje, não só a mim o Rick um dos sócios e gerente da casa, sempre espera que o Marlon tenha as respostas pro seus dramas, antes de ir embora todos s dia senta no balcão pede um drinque e na maioria das vezes faz do balcão seu divã, e o Marlon passa de Bar- man a analista.
Tomei um banho, e me sentei no sofá como computador sobre o colo procurei informações na internet, nada ainda, liguei a TV mas desisti logo, noticias sobre o transito e tudo mas assassinatos nada. Ao que me parece a imprensa tá mais lenta hoje do que de costume. Sempre que ligamos a TV tem sempre uma poça de sangue pelo menos, mas quando estamos realmente interessados, parece que ninguém mais se interessa só você.
De repente a juliana se levanta senta no sofá e me pede para deitar no meu colo, ou seja momento carência.
- Você ouviu tudo né, desculpa eu não queria te acordar, sei que você chega cansada
- Tudo bem Ju, meu forte nunca foi dormir mesmo, mas e você? Está mais calma?
- Calma, eu? Nunca, só estou esperando a próxima briga.
- Não sei como consegue, isso me parece insano demais.
- È paixão Carmem, não poderia ser diferente, não se tratando de mim, gosto de sentir a emoções intensamente, e se tratando do Matheus é o único jeito de saber quem ele é, eu preciso da verdade e quando brigamos ele se expõe fica se defesa sabe, aquela falsa eloquência que lhe é peculiar, quando brigamos ele não esta sóbrio não tem o controle das suas falsas palavras.
- Você é maluca isso sim, isso tudo me assusta, deveria te assustar também.
- A o que é isso carme, três anos e você ainda não me conhece?
- Pode evar mais do que séculos pra alguém te decifrar Juliana, alias sempre achei que passe o tempo que for , ninguém conhece outra pessoa sem conhecer a si próprio.
- Filosofia logo cedo Carmem, não dá né?
- Tudo bem deixa isso pra lá, tenho uma coisa terrível pra te contar.
Ela se levantou e olhou pra mim fixamente.
- Parece que aconteceu um assassinato ontem la perto da casa...
- Parece, como parece, explica direto.
- Acontece que não sei explicar direito, ainda não sei bem o que aconteceu estou buscando informações na TV na Internet,mas nada até agora.
- Mas como você soube?
- O Rick me ligou nervoso tenso, me pediu a lista de clientes de ontem a noite, me disse por auto o que tinha acontecido, mas não entendi muito liguei pro Marlon ele também não tem muito pra falar.
- O Rick meu Deus, deve estar uma pilha de nervos, ainda bem que o Marlon esta com ele.
- É ,ele me prometeu que assim que as coisas se acalmarem ele vem pra cá.
- E porque nós não vamos até lá?
- Não deve tá um tumulto enorme, mais gente atrapalha, alem do que não gosto dessas coisas,.
- Ninguém gosta meu bem, mas aqui nessa selva morte é fator corriqueiro.
- O Marlon acha que a policia vai me interrogar. O que você acha.
- Acho também, é comum vão buscar todas as informações possíveis, as vezes o minimo é determinante em uma investigação.
- Nunca passei por isso Juliana.
- Nem eu, parece que vai ser sua primeira vez hein. Mas relaxa não tem nada de mais eu acho, é só dizer a verdade.
- Que frase clichê.
- Mas faz sentido. Agora vou tomar um banho.
- Tudo bem.
Julian é sem duvida uma pessoa incrível muito amiga e filha as vezes, ela órfã de pai e mãe foi criada pela madrinha, que deu a ela oportunidade de estudar nas melhores escola, ela até prestou vestibular pra medicina, mas desistiu, ela sempre conta que foi nos primeiros meses de faculdade que conheceu as baladas de São Paulo, e na vida dela foi determina a partir dai ela não conseguia viver sem os delírios das noites paulistas, o que influencio muito a desistir do curso, medicina exigia muito tempo e dedicação a juliana não queria se entregar exatamente a uma profissão, alias a profissão em si a atrai muito pouco sempre que fala da época da faculdade ela se refere aos romances que viveu.
Ainda sim ela fez alguns cursos de estética, alguns até fora do país, o que a manteve firme nesses cursos e outra característica marcante da Juliana ela é extremamente vaidosa, no cursos ela encontrava recursos para se envaidecer. Trabalhou em clinicas muito importantes de são paulo em bairros nobres, era reconhecida como uma das melhores esteticistas,por anos ela se dedicou a esse trabalho, mas pra ela faltava emoção,começou a trabalhar com eventos, casamentos aniversários, até que abandonou a estética e se entregou a vida noturna. Ainda hoje quando visita as clinicas onde trabalhou,continua sendo referencia, ela tenta manter sempre atualizada nos tratamentos estéticos, nem que seja através da internet, por isso sua visitas as clinicas ela sempre revela novidades, o que pra ela era ótimo pois alem de tudo ela garantia alguns tratamento gratuitos, enfim ela servia muito bem como consultora pra essas clinicas.
Nesse exato momento ela deveria estar se embelezando com seus cremes caríssimos, pois disso ela não abre mão. Para mim ela é uma pessoa raríssima, ela costuma justificar seus momentos de loucura com sua carência afetiva, isso sim sempre me convence.
- Carmenzinha! Já Acabei o que temos pra almoçar?
- Pão com presunto e queijo!
- A ótimo, mas agente podia comer comida de verdade de vez em quando né.
- È podia.
Nisso ela era até bem simples, arroz e feijão era seu prato favorito.
- Temos que ir ao mercado,não tem nada no armário.
- Preciso de dinheiro pra ir ao mercado, isso sim, ai Carmem preciso de um emprego.
- Um emprego você?
- Você entendeu fonte de renda, trabalho.
- Porque não volta trabalhar com a Angelica, ela ainda não conseguiu ninguém, sempre que esta com previsão de casa cheia ela me liga pra eu atender os clientes,pra mim é ótimo uma graninha extra, mas...
- Eu sei acaba te prejudicando, a Janaína ainda quer seu lugar?
- Com certeza
- Relaxa o Rick não abre mão de você.
- Também achava isso sobre você.
- È diferente. Comigo o caso foi pessoal.
- Porque não tenta umas das clinicas onde trabalhou?
- Porque não tem atendimento noturno. Sou uma mulher noturna cheguei ao ponto irreversível, mas vou tentar umas consultorias, da pra garantir uma grana, pelo menos supermercado e aluguel e outras coisinhas. Vamos almoçar?
- Já almocei, bom apetite.
- Gracias.
O Rick não abrir mão de mim, parece piada,eu sou a única coisa que ainda o faz lembrar da Juliana, eles tiveram um caso, mas a Juliana o levou a um grau de loucura insuportável. O Rick não é do tipo que se casa alias no auge dos seus 38 anos nunca se casou,a juliana nunca achou que fosse se casar mas sempre forçava a barra na questão do compromisso, mesmo sabendo que com ele tudo era informal, afinal trabalhavam juntos, mas ela sabia a que esse não era o real motivo e sua busca interminável pela verdade, acabou o com o relacionamento. O Rick passou a evitá-la deixava de ir trabalhar só pra não encontrar com ela, chegou a fazer uma viagem de meses. Até que ela se demitiu foi trabalhar com Angélica em uma casa GLS, mas logo as coisas se tornaram pessoais, ela acredita que Angélica esta envolvida no rompimento com Rick. Conclusão pediu as contas Angélica nunca afirmou ter um caso com Rick, mas no fim todos desconfiam, eu não acho que ela faz o tipo dele. Mas foi este fato que levou Juliana a estar desempregada.
-E então alguma novidade?
- Nada ainda...espera ai tem uma nota aqui na internet, fala de um corpo encontrado, por um entregador de bebidas, aparentemente um jovem baleada.
- Só isso?
- Só, mais nada..O Marlon já deveria ter ligado.
- Deve estar acalmando o Rick. Isso se a mamãezinha dele não estiver la.
Ela de referia a Angelica assim não só pelo fato do dois serem muito ligados na visão dela, mas também porque Angélica era mais velha que Rick, tinha já seus 50 anos, e sua aparência era até de ser ais velha, o que me leva que não faz o tipo dele, nunca vemos o Rick com uma mulher feia, não que seja impossível, mas improvável.
O interfone tocou. Juliana atendeu rapidamente, parecia estar ansiosa assim como eu achava que as informações viriam de qualquer parte até do interfone.
- Ela esta sim. Do que se trata?
- Quem é?
Fez um gesto pra mim como dizendo espera.
- Tudo bem o senhor pode subir é apartamento 43.
- Acho que ele já sabia o apartamento.
- È mesmo mas é que fiquei sem reação
- Como assim ? Quem é?
- Um investigador da policia
- Aqui? Mas porque? O Marlon não me avisou de nada? O que ele quer?
- Não sei, mas a gente já vai saber.
Batidas na porta
- Anda atende.
- Mas é pra você
- Juliana!
- Tá bom já vou...- já estou indo!
Ao Abir a porta ele se apresenta mostrando uma carteira, que pra não significa que seja policial poderia ser falsa, nunca vi uma nem sei como é. A essa altura já estava na copa, parado mas observando tudo.
- Boa tarde. Eu sou investigador Talles. Gostaria de falar com...
Abriu uma folha de papel como quem procura um nome disse.
- Carmem dos Santos
- Ah sim, eu sou Juliana
- Então me apresentei como tal
- Eu, eu sou a Carmem.
- Boa tarde, eu estou aqui para lhe fazer algumas perguntas.
- Perguntas?
- Sim, a senhorita trabalha na casa noturna é....
Novamente olhando para um papel, que parece ser uma colinha, ele tenta pronunciar o nome Black Moon Lounge.
- Black Moon...
- Sim trabalho.
- Já deve estar sabendo do ocorrido, acredito que o senhor Ricardo atendendo a nosso pedido entrou em contato com a senhora.
- Sim nos falamos por telefone, mas ainda não sei bem o que aconteceu.
- Pois sim a acreditamos que a senhora possa se lembrar da vitima, qualquer detalhe é muito importante.
- Não sei, são muitas pessoas,ainda mais na noite de ontem...
- O que tem de anormal na noite de ontem.
- È dia de casa cheia, aniversariantes e t...
- Sim, os aniversariantes o procedimento é diferenciado não?
- Depende, alguns pedem camarote, bolo e etc.
- Dona Carmem.
- Sem o Dona por favor
- Me desculpe, mas um dos fatos é que a nossa vitima estava na lista de aniversariantes, por acreditamos que seu contato com ela pode nos revelar algum detalhe revelador.
- Me desculpe não tenho uma memória muito boa.
- Bom eu não vou insistir não quero incomodá-la, mas em breve voltaremos a nos falar solicitaremos seu depoimento formalmente.
- Formalmente?
- Sim, assim como outros funcionários da casa
- Entendo, pois sim estarei a disposição.
- Obrigada, me desculpe novamente e tenha uma boa tarde.
- Obrigada boa tarde .
Assim que ele saiu tranquei a porta, como se ele fosse voltar e eu quisesse impedir. Quando me virei olhei para Juliana então percebi o quanto aquela visita tinha me incomodado. Nem ao menos sei quem era a vitima,mas sei que a vi naquela noite.
Logo a juliana quebrou o silencio
- Lindo o investigador hein...Talles...gostei, gostei mesmo.
- Eu menti
- O que?
- Menti
- Como assim mentiu porque?Carmem o que você sabe sobre isso?
- Nada, quer dizer menti sobre minha memória, ela é ótima.
- Ai Carmem do céu que susto você me deu.
- Aniversariante quem poderia ser?Recebemos pelo menos umas três.
- Agora como vamos saber se não tivesse mentido, talvez saberíamos.
- È mais fiquei sem reação, não confio em policiais.
- Que?^Você não conhece nenhum policial
- Mas vejo na TV, são manipuladores, podem fazer a gente falar até o que esta em nosso subconsciente.
- Carmem esses dai não são policiais são Super-heróis, para de assistir TV.
E com controle remoto desligou a TV , se levantou e voltou pro quarto. Enquanto eu fiquei ali horas revendo tudo o que tinha acontecido na noite interior. Parecia uma noite, tumultuada, casa cheia, mais só mais um dia de trabalho. OO interfone tocou novamente dessa vez meu coração disparou, no primeiro instante pensei sim que fosse o tal investigador Talles, o que vou dizer, e quando o interfone tocou novamente, despertei daquela hipinose súbita..
- Pronto!Oi Marlon, ate que enfim.
- Quando abri a porta estava o Marlon com uma porção de sacolas nas mãos
- Trouxe comida, espero que estejam com fome.
- Ju! O Marlon chegou, trouxe comida.
- Entra Marlon,coloca ai na mesa.
- E você tá com essa cara porque.
Como sempre extravagante a Juliana aparece.
- Marlon meu querido! Que bom que você veio, hum e não veio sozinho.
- È eu soube da dieta de vocês, não me parece nada saudável.
- Vem comer Carmenzinha, é comida italiana.
- Não desculpe, obrigado Marlon não desfeita não mas tô sem apetite.
- Sério( disse Marlon)
- Sério.(repetiu Juliana)
- È gente é serio.
- Então me diz ai o que tirou seu apetite.
- Marlon um investigador esteve aqui, aqui no meu apartamento.
- E qual o problema, Carmem isso é muito comum, estar envolvida não quer dizer que seja culpada.
- Envolvida?Como assim, mau sei o que aconteceu.
- Calma, envolvida involuntariamente. Fica calma. Eu sei que você nunca viu nada assim, mas acredite o investigador a pressão tudo isso faz parte. Mas passa logo acaba.
- Acho que ela ficou assim não só pelo fato do investigador ter vindo aqui, mas também porque mentiu pra ele.
- Mentiu como assim?
- Disse que tinha memória ruim
- Nesse momento Marlon e Juliana riram juntos da situação. E juliana se aproximou dizendo.
- Tá nervosa atoa, não vale a pena abandonar essa boquinha.
- Não to nervosa, to sem jeito é isso.
- Eu entendo.
- Mas chega de conversa mole vocês duas, e vamos comer.
- Tá bom vou acompanhar vocês.
- Mas olha só nada de falar desse assunto pelo menos na hora de comer, please.
- A mas o investigador era uma graça.
- A você achou, e seu namoradinho o que achou.
E assim ficamos ali falando de bobagens.
A noite passou quando me dei conta já era 08:30 eu iria trabalhar.
- Gente olha essa hora, tenho que me arrumar as pressas.
- Nossa boa lembrança, o Erick pediu pra eu avisar, não vai abrir o Lounge hoje.
- Como você esquece isso...que bom eu...
- Mas a Dona Angélica pediu pra você comparecer la no Castelo.
- Nesse momento a Juliana não iria deixar de comentar .
- Era melhor ter esquecido essa parte, trabalhar com aquela jararaca. Boa Sorte.
- Bom então de qualquer forma vou me arrumar.
- Eu te levo, vou passar por la sabe algumas novidades
- Vai se jogar na noite que te conheço. ( Disse Juliana sorrindo)
- Tudo bem então espera um pouquinho que vou me arrumar.
- Um pouquinho sei, da tempo de coloca os assuntos em dia com a Ju.
- Não sei não a tanto tempo não no falamos.
Os dois ficaram sentados no sofá, enquanto fui até meu quarto.
Essa foi uma tarde agradável companhia de amigos, jogando conversa fora, foi ótimo como eu não esperava. Mas em nenhum momento eu me esqueci do assassinato, estava martelando na minha cabeça ainda muitas perguntas, e claro que a visita do investigador tinha me deixado mais tensa, o que eu poderia saber?
Depois ainda me questionei porque menti, talvez eu pudesse mesmo ajudar, era uma lista de três aniversariantes porque não disse nada?
A hora já estava avançando não posso ficar aqui com minhas duvidas e anseios, tenho que me adiantar, hoje é dia de ir ao Castello, tenho que chegar mais cedo me colocar a par de tudo me preparar, a rotina la é um pouco diferente, principalmente ao sábado, a casa promove alguns shows de artistas da noite, o lugar enche.
Acho que estou pronta, mas antes de ir sempre peço a opinião da Ju, mas não faria isso na frente do Marlon, não sei porque mais tem certas coisas que ainda sou completamente caipira.
- Ju! Será que pode vir aqui um segundinho.
- Já vou.
Logo ela entrou pela porta mas já sabendo do que se trata, por isso me olhava dos pés a cabeça.
- E ai o que achou.
- Caprichou hein, tá lindona. Com o acompanhante também, merece o capricho.
- Esquece isso Ju, não tem nada ver.
- Num sei porque sempre achei o par perfeito.
- E o que você entende de par perfeito?
- Ai pega leve, só quis dizer que sei la você não tá com ninguém ele também não..
- Como sabe que ele não tem namorada
- Colocamos a conversa em dia...mas vai logo não deixe seu par esperando.
- Olha só chega disso hein, nada desse assunto com ele.
- Se você prefere assim
- Prefiro
- Saímos do quarto o Marlon já estava na porta como se quisesse me acelerar.
- Que foi demorei?
- Valeu a espera.
Como sempre fiquei sem jeito, mas a Juliana me surpreendeu, não fez nenhuma piada nenhuma reação nada, apenas um sorriso de leve.
- Minha amiga é linda. Uma hostess excelente merece trabalhar em lugar melhor que o Castello.
- Tá bom vamos se não vou me atrasar.
- Então vamos. Ju te vejo em breve hein, se cuida
- Se cuida você também e vê não some.
- Tchau tchau u.
- Bye
Desci as escada como se já estivesse atrasada, mas a verdade ´que naquele momento ainda estava sem graça com Marlon. E ele me acompanhou na pressa. Entramos no carro ele ligou o som, mas eu não queria ouvir música, precisava saber tudo o que ele sabia sobre o assassinato, e aquele momento era propicio.
- Marlon eu queria falar sobre...
- Sobre?
- Sobre o assassinato!
- Nossa achei que era sobre mim
- Muito engraçadinho, anda Marlon fala o que você sabe?
- Sei que...você fica muito ansiosa quando falamos sobre isso.
- Não é isso, mas fico pensando porque essas coisas acontecem, fico triste mesmo sem conhecer.
- Tá então porque quer falar sobre isso se te deixa triste,a gente pode falar sobre outra coisa,sei la sobre a Ju.
- Não Marlon eu preciso tentar entender melhor essas coisas, eu não vou ficar tranquila esse caso vai ficar na minha cabeça. Já parou para pensar em como é trágico, a garota estava comemorando o aniversario, devia estar cheia de esperança. Você sabe o nome?
- Não não me disseram, falara mais com o Rick ficaram horas fazendo pergunta pra ele. Pra mim perguntaram se a noite estava calma se eu presencie alguma discussão entre os clientes, e se eu lembrava das pessoas do camarote 4.
- Camarote 4? E Rick sera que ele sabe?
- E você se lembra do camarote 4?
- Talvez, se estivesse com a lista talvez eu me lembrasse fica mais fácil.
- Bom então relaxa amanhã talvez o Rick nos conte o q ele sabe. Porque não tenta esquecer isso só por hoje.
- Chegamos, você vai entrar?
- Vou, vou estacionar te vejo la dentro
- tá bom
- Quando cheguei na porta cumprimentei o Russo, era uns do segurança da casa.
- Oi Russo,como vai?
- Bem e você , quer dizer que hoje teremos boa companhia.
- Ai Russo pessoas como você me animam a vir aqui.
- Que bom, tenha um bom trabalho querida.
- Pra você também .
Quando cheguei no rool de entrada,cumprimentei algumas pessoas que estavam ali, alguns seguranças umas dançarinas e garçonetes, vi que no palco já tinha um cenário montado e algumas pessoas nos últimos ajustes.
Oi tudo bem, você onde esta a Dona Angélica.
Está na sala dela no segundo andar, sabe onde é?
Sei sim obrigado.
Nesse momento o Marlon entrou cumprimentou as pessoas e veio até.
- E ai a mãezinha tá onde?
- Marlon para com isso, podem te ouvir
- A o que que tem? Devíamos todos a chamar assim.
- Ela está na sala dela, vou até la, e você?
- Eu o que? Vou Sambem claro.
- Então vamos.
Caminhamos em direção a escada, enquanto íamos olhamos tudo em volta, a casa era linda muito bem decorada, o bar era grande e na parte central tinha um palco generosamente grande, Dona Angélica era apaixonada pelo grande e antigos cassinos de Las Vegas, por isso adorava o shows, era chance que ela tinha de participar, não como artista mas nos bastidores na produção, dando o palpite em tudo, a Juliana diz que ela não passa de uma mulher frustada, porque não tem nenhum talento notável, pode até que não tenha talento como artista mas é uma administradora excelente essa era a opinião do Rick por isso ele a havia chamado para uma sociedade.
Chegamos na porta da sala dela e eu bati na porta aguardando uma permissão para entrar, com Dona Angélica toda formalidade era mais do que necessária, se faltar formalidade a ela na falta palavras para nos reprimir.
-Quem é?
-È a Carmem.
-Entre.
-Com licença.
- Entra estava te aguardando. Quem esta com você?
- Ola sou eu Marlon,como vai a Senhora.
- Marlon, estou bem preciso mesmo falar com você que bom que veio. Se puder aguardar um instante, vou dar as coordenadas para carme e já falo com você, pode ser?
- Sim Dona Angélica, ao seu dispor.
- Bom então Carmem vamos ao que interessa, ao trabalho.
- Sim Senhora, o que posso fazer?
- O seu trabalho querida, atender e atender bem aos clientes, hoje é dia de casa cheia, veio bem a calhar sua folga no lounge black moon, mas enfim. A noite vai ser cheia, Aqui esta a lista, temos alguns clientes vip, por isso fique atenta, vai ter até jogador d futebol, o nome tá na lista , a entrada dele ai ser pela segunda portaria, ele não quer chamar a atenção, como se fosse possível, mais fique atenta, não quero problemas, teremos fotógrafos, cuide pra que eles não perturbem nosso cliente, sera um ou dois, acho que você da conta. O show vai ser de dança árabe você já deve ter notado o cenário, as dançarinas se apresentam as 23:00 em ponto, uma apresentação de 1 hora, o DJ é o Vagner, bom os valores você já sabe. Acho que é só isso. Alguma pergunta?
- Não Dona Angélica, eu entendi e compreendi tudo.
- Bom então acho que você já pode ir.
- Sim, com sua licença.
- Tem toda.
Sai da sala com a pulguinha atras da orelha, o que ela me pediu eu entendi mesmo, nada de novidade, ma oque eu sera que ela queria com Marlon. Na sala os dois ficaram pra conversarem.
- Então Dona Angélica, em que posso ser útil.
- Bom Marlon, vou direto ao assunto, sei que você é braço direito do Erick, e me preocupa o fato de que ele não é uma pessoa muito controlada emocionalmente falando,por isso quero te pedir pra que cuide para que ele não faça nenhuma besteira.
- Me desculpe, mas em que exatamente eu posso ajudar.
- O Erick é um querido, mas miolo mole, minha preocupação é que ele envolva o nome da Lounge nesse crime, isso seria terrível marketing negativo, você entende.
Sim, mas acontece que o nome da Lounge já esta envolvido, era uma de nossas clientes, ela esteve la poucos momentos antes de ser assassinada.
Sim, mas pode haver alguma especulações sobre a segurança do local,e até suspeitas sobre nossos funcionários, queque desejo é que você esteja sempre a par do assunto sondando o Erick sobre o que fala zelando para que não diga besteira. .Já contratei um advogado perante a justiça ele responde pela Lounge, vai acompanhar e orientar nos depoimentos, mas sei de um investigador que esta no caso, ele me pareceu um tanto quanto abusivo, o Erick não sabe agir diante de pressão, é simples fique sempre por perto quando esse investigador abordar o Erick.
- Entendi, bom vou fazer o que estiver ao meu alcance.
- Sei que isso sera o suficiente. Sou Grata.
- Bom se era só isso, me despeço da Senhora, tenho que ir.
- Pensei que ficaria por aqui na noite.
- Não vou aproveitar para descansar. Mas vou ficar um pouquinho por aqui ainda, quero conversar com pessoal, as velhas amizades, claro se não for incomodo?
- Que isso Marlon você é bem-vindo, fique a vontade.
- Obrigado Dona Angélica, foi um prazer conversar com Senhora.
- Eu quem agradeço.
- Até logo.
- Até logo, mantenha me informada por favor.
- Sim, senhora.
Cerca de uma meia hora depois, vi quando Marlon saiu da sala, já estava quase na hora de abrir as portas,eu não ia ser indiscreta pra pergunta , mas confesso minha curiosidade estava escrita na minha testa. Esperei ver se ele iria me falar algo, mas ele se dirigiu ao bar pra conversa com Bob que era o bar-man da casa. Desisti de saber qualquer coisa naquele momento, meu trabalho era mais importante no momento. Fui pra porta atender os clientes, até uns 02:30 muita correria, e assim foi, quando aparentemente tudo estava mais calmo sem fila, resolvi fazer uma parada para um cigarrinho, habito ruim que aprendi com Marlon, e nesse momento fui procurá-lo.
-Bob
- Oi flor quer alguma coisa?
- Não, obrigada Bob, vou fumar la fora, mas você sabe do Marlon?
- Já foi, saiu pela segunda porta.
- Ah tá bom, obrigada
- Por nada.
Pensei que ele diria tchau pelo menos, mas enfim vou dormir com mais essa curiosidade, passei pelo bar onde dava tinha porta pra um terraço, fiquei por ali uns quinze minutos, e voltei ao trabalho, anoite passou rápido, logo já eram 05:00, quando Angélica veio em minha direção.
- Parece que foi tudo bem por aqui, mas uma vez realizou muito bem sua tarefa.
- Obrigada Dona Angélica.
- Por nada isso é uma fato, se quiser já pode passar na minha sala, a gente acerta e você pode ir descansar.
- Por mim pode ser.
- Ótimo te espero na sala.
- Tudo bem.
Passei as ultimas coordenadas, mas não tinha muito o que fazer, até o cliente vip, já tinha ido embora. Subi até a sala de Angélica.
- Bom então aqui esta, assine o boleto por favor.
- Sim senhora, a lista onde deixo?
- Pode me entregar
- Aqui esta.
- Obrigada
- Obrigada a Senhora. Então é isso vou indo.
- Bom descanso.
- Obrigada pra Senhora também
Desci as escada já pensando na minha cama, estava um caco, precisava dormi pelo menos uma quatro horas, isso se não tiver nenhuma novidade. Quando sai na porta me despedi do Russo ele me ofereceu carona e eu aceitei, não queria mesmo ir sozinha.
O Russo tem um história bem peculiar, ele é segurança da casa as bastante tempo, e sempre disse que adora o lugar, e tudo porque ele adora o publico alias ele é um deles, ele é homossexual, quase ninguém sabe disso afinal ele acha que pode sofrer preconceito no seu trabalho, mas eu me surpreendi quando me contou, e foi em uma das caronas que me ofereceu que ele me contou, ele sempre foi muito gentil e solicito comigo, antes de me contar sua história cheguei a pensar que ele estava me cantando, e ele só me contou porque percebeu que eu já estava meio sem jeito, isso só fez com que eu o admirasse mais, ele é muito boa gente.
-Então vamos.
- Só estou te esperando.
- Ótimo, ainda mora no mesmo lugar
- Sim, naquele mesmo palácio
Ele me conduziu ate o carro e abriu a porta para que eu entrasse, uma verdadeiro cavalheiro.
-Tenha bondade senhorita.
-Obrigada!
- Você viu todo mundo aguardando nossa saída.
- È me senti celebridade.
- Você é mais que isso minha estrela.
- Ai Russo obrigada.
- A verdade que é que todos pensam que temos um caso.
- È eu sei já me perguntaram varias vezes.
- E você negou?
- Eu não, é minha chance deixar a mulherada morrendo de inveja
- Até parece
- È sim Russo, eu sei que você não gosta do sexo oposto mas elas te adoram.
- Ai credo chega dese assunto.
- Russo você é uma peça rara .
- Mas me conta como vai a vida, eu soube o que aconteceu no Lounge.
- Pois é, eu mau sei o que aconteceu,nada alem do que a mídia expôs sobre o caso.
- È a mídia falou pouco, mas também era filha de governador.
- Como é que é?Filha de governador?quem te disse?
- Ai meu Deus eu me minha boca grande.
- Conta Russo conta
- Eu ouvi A Bruxa da Angélica falando pro advogado, estava nervosa porque teme que isso possa atingir a imagem do Lounge.
- Meu Deus mais essa agora.
- Pelo amor de Deus não fala que eu te contei
- Que isso Russo eu não faria isso.
- Mais o nome dela qual é?
- Não sei não falaram nome. Parece que chegamos, é aqui?
- È sim Russo, obrigada, a gente se vê qualquer dia
- Beijo linda se cuida
- Beijo tchau
Desci do carro, entrei no prédio estava exausta, não fiquei remoendo o que tinha acabado de ouvir. Entrei no apartamento, fui da uma olhada na Ju,ver se estava tudo bem, tentei abrir a porta estava trancada, provavelmente o Matheus estava com ela. Fui pro meu quarto, deixei a bolsa e peguei toalha e fui tomar u banho. O sono era mais forte que a fome, e como sono era raridade fui me deitar. E como sempre antes de dormir lembrei da minha mãe, nesses últimos dias tem sido mais frequente as lembranças, eu só espero que ela esteja bem.
TO BE CONTINUED
Pages
Carmem Sp é um conto de suspense, a escritora é inciante então peguem leve nos comentarios, mas leiam e comentem.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Blog Archive
Minha lista de blogs
Minha lista de blogs
Tecnologia do Blogger.
Followers
About Me
- Mel
- "Quem sou?! Eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou, mas o que para mim importa é o que eu estou a procura de ser e isso eu ainda não sou."

0 comentários:
Postar um comentário